sábado, 23 de abril de 2011

O CONTO DA ILHA DESCONHECIDA

Trata-se de um PEQUENO LIVRO com apenas 62 páginas. O texto é apresentado em blocos, não respeitando paragrafação e pontuação, obriga o leitor a se manter preso às mãos do narrador e seguir com ele navegando para dentro dos becos de si mesmo, questionando as suas próprias vergonhas. No Livro José Saramago conta a história de um homem que bate à porta das petições do rei para pedir-lhe um barco a fim de navegar em busca da ilha desconhecida. O rei quer saber para que lhe servirá um barco e ao receber a resposta de que partiria EM BUSCA DA ILHA DESCONHECIDA, entende-o como louco: “Já não há ilhas desconhecidas”. (p.27). “Gostar é provavelmente a melhor maneira de ter, ter deve ser a pior maneira de gostar” (p.32). Assim, essa pequena grande história, brincando com os sentidos das palavras envoltas num misto de fantasia e realidade, CONVIDA-NOS A PARTIR EM BUSCA DE NOSSA PRÓPRIA ILHA DESCONHECIDA, talvez escondida dentro de nós mesmos. “...mas quero encontrar a ilha desconhecida, quero saber quem sou eu quando nela estiver” (p.40). “Se não sais de ti, não chegas a saber quem és” (p.40).

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

PSIQUIATRIA: bioética - insanidade e (des)humanização

RESUMO:
Este trabalho tem por objetivo aborda a questão da psiquiatria e da (des)humanização quando a Bioética não se faz presente no ambiente psiquiátrico. Será apresentado o caso de um hospital psiquiátrico que foi fechado pelos maus tratos e pela crueldade com que eram tratados os seus pacientes. Acreditamos que temos a responsabilidade de mudar a situação da saúde mental e da psiquiatria e nunca devemos acusar outros pelo fato de a mudança não ser possível, pois depende também de cada um de nós. Abordaremos também o insuportável suscitado pela loucura e a urgência em humanizar a prática e os cuidados em psiquiatria.
PALAVRAS-CHAVE: Psiquiatria. Loucura e normalidade. Bioética e humanização.


ABSTRACT:
This paper aims to address the issue of psychiatry and of (un)humanization when bioethics is not present in the psychiatric environment. Will present the case of a psychiatric hospital that was closed by the mistreatment and cruelty with which their patients were treated. We believe we have a responsibility to change the situation of mental health and psychiatry and we must never blame others because of the change is not possible, because it also depends on each one of us. We will also approach the unbearable raised by madness and the urgency to humanize the practice and care in psychiatry
KEY WORDS: Psychiatry. Madness and normality. Bioethics e humanization.


RESUMEN:
En este trabajo se pretende abordar el tema de la psiquiatría y de la (des)humanización cuando la bioética no está en el medio psiquiátrico. Se presenta el caso de un hospital psiquiátrico que fue cerrado por el maltrato y la crueldad con que fueron tratados los pacientes. Creemos que tenemos la responsabilidad de cambiar la situación de la salud mental y psiquiatría y no debemos culpar a otros por el cambio no es posible, porque también depende de cada uno de nosotros. También se acercará a lo insoportable planteado por la locura y la urgencia de humanizar la práctica y la atención en psiquiatría.
PALABRAS-LLAVE: Psiquiatría. Locura e normalidad. Bioética e humanización.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

TEM GENTE QUE NÃO É FELIZ PORQUE TEM MEDO [...].


O QUE FAZ O MEDO

Numa terra em guerra, havia um rei que causava espanto. Sempre que fazia prisioneiros, não os matava: levava-os a uma sala onde havia um grupo de arqueiros de um lado e uma imensa porta de ferro do outro, sobre a qual viam-se gravadas figuras de caveiras cobertas por sangue. Nesta sala ele os fazia enfileirar-se em círculoe dizia-lhes, então: Vocês podem escolher entre morrerem flechados por meus arqueiros ou passarem por aquela porta e por mim serem lá trancados". Todos escolhiam serem mortos pelos arqueiros. Ao terminar a guerra, um soldado que por muito tempo servira ao rei dirigiu-se ao soberano: -Senhor, posso lhe fazer uma pergunta? -Diga, soldado. -O que havia por detrás da assustadora porta? -Vá e veja você mesmo. O soldado, então, abre vagarosamente a porta e, à medida em que o faz, raios de sol vão adentrando eclareando o ambiente... E, finalmente, ele descobre, surpreso, que......a porta se abria sobre um caminho que conduzia à LIBERDADE!!! O soldado, admirado, apenas olha seu rei, que diz: - Eu dava a eles a escolha, mas preferiram morrer a arriscar-se a abrir esta porta.
Quantas portas deixamos de abrir pelo medo de arriscar? Quantas vezes perdemos a liberdade e morremos por dentro, apenas por sentirmos medo de abrir a porta de nossos sonhos? Pense nisso! Sem medo de abrir novas portas !!!
Autor Desconhecido

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Tem gente que vive assim...




De acordo com o jornal PSI [jan. 2010], existem hoje no Brasil 23 hospitais de custódia e tratamento psiquiátrico, nos quais se encontram mais de 4 mil pessoas reclusas.
Fechar a porta de entrada dos manicômios judiciários e abrir as de saída foi uma das propostas debatidas no I Simpósio Internacional sobre manicômios judiciários e saúde mental, realizado em São Paulo.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

CAIM [José Saramago]


O livro, que narra em tom irônico a história bíblica de Caim, filho de Adão e Eva que matou o irmão Abel. Saramago denunciou "um Deus cruel, invejoso e insuportável, que existe apenas em nossas mentes", e afirmou que sua obra não causará problemas com a Igreja Católica, "porque os católicos não leem a Bíblia". O Deus de Saramago, em "Caim", é um ser rancoroso, mesquinho e mimado, diferindo em tudo do que aprendemos na nossa formação religiosa. Enquanto acompanhamos a trajetória de Caim ao longo de vários episódios marcantes do Antigo Testamento, Saramago apresenta tudo sob uma perspectiva irônica e analítica, abordando as coisas de uma maneira única. Episódios como a expulsão de Adão e Eva do paraíso, as aflições de Jó e a construção da Arca de Noé foram esmiuçadas pelo autor de tal forma que o texto bíblico acaba fornecendo várias entrelinhas que, quando apresentadas a nós, nos deixam a impressão de que tudo não passa de uma grande farsa.




sábado, 26 de setembro de 2009

VIII CONGRESSO BRASILEIRO DE BIOÉTICA

Aconteceu em Búzios - RJ de 23 a 26 de setembro de 2009 o VIII Congresso Brasileiro de Bioética com o tema: Direitos e Deveres no Mundo Globalizado.
Os objetivos do Congresso visavam o debate dos seguintes temas:
Direitos e deveres individuais e coletivos, para consigo mesmo e para com o outro e demais seres vivos, a biodiversidade e o Planeta;- globalização e multiculturalismo: direito à igualdade e o reconhecimento da diferença;- medicalização e judicialização do cotidiano: direitos e deveres individuais e coletivos;- tecnociência e sua aplicação aos sistemas vivos: o lixo produzido, necessidades e desejos e/ou ameaças à qualidade de vida do Planeta e à sobrevivência da espécie humana, dos animais e da biodiversidade;- o desenvolvimento econômico: aumento do consumo de energia, finitude e escassez dos recursos naturais, produção e distribuição de alimentos e produtos, antes só disponíveis para alguns países.- o desenvolvimento sustentável e a responsabilidade social tanto das empresas quanto dos governos para com o “futuro comum”.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

"A CLÍNICA DA PASSAGEM AO ATO"


Os participantes puderam apreciar 3 mesas redondas:
Mesa 1"Uma estabilização a partir do objeto"
"Louis Althusser: de uma parceria amorosa à passagem ao ato?"
"Psicose e ato"

Mesa 2
"Uma estratégia na direção do tratamento de um toxicômano"
"Passagem ao ato e novos sintomas"
"Que corpo está em jogo na passagem ao ato e no FPS?"

Mesa 3
"Gesto irônico e ato bem sucedido"
"Do acting ao ato: considerações sobre um suicídio"
"Passagem ao... ato analítico"
“Passagem ao ato e ato: a lição do Seminário X”
“Passagem ao ato na clínica analítica: consequência da não relação”
“A clínica da passagem ao ato” foi o tema das IX JORNADAS DO CLIN-a, em São Paulo - dia 18 e 19 de setembro de 2009.
Contou com a convidada internacional: Marie-Hélène Brousse (Psicanalista da Associação Mundial de psicanálise e da École de La Cause Freudienne – França), que fez duas conferencias:

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

PALESTRA: Jean Oury

PALESTRA de Jean Oury para os trabalhadores de saúde mental – São Paulo. PUC/SP - 11 de setembro de 2009 – prédio novo – sala 333 [17 às 19 horas].


Jean Oury é psiquiatra, psicanalista.
Foi aluno e analisando de Jacques Lacan.
É fundador e diretor da clínica de La Borde, que inovou a concepção que seja tratamento do sofrimento psíquico a partir da psicoterapia institucional. A instituição como meio... Capaz de se reiventar...

A palestra foi interessante... mas deixou muita “gente sem jeito”... abordou o tema da reforma psiquiátrica e deu vários exemplos do que aconteceu na Itália e na França...

INTERNATIONAL COLOQUIUM ON THE CLINICAL METHOD

Foi muito interessante o Colóquio Internacional sobre o Método Clínico que aconteceu em São Paulo de 4 a 9 de setembro de 2009.
Quatro conferências belíssimas:
The clinical method: a conceptual history;
Time experience and psychopathology: a conceptual history;
Éloge de l´écoute. Fondements philosophiques de la therapeia;
O método clínico [Clínica e conflitos de interesse].

Diversas mesas redondas...

Algumas vozes:
“Agente só aprende das pessoas que amamos” [sem amor não tem escuta].
“A noite que nós banhamos pode ser o preâmbulo de uma aurora”.
“O começo do bem viver é o bem escutar”.

4º ÁGAPE BIOÉTICO

Apresentei um trabalho para os Professores e Alunos do Mestrado em Bioética do Centro Universitário São Camilo... agradeço a oportunidade... foi muito bom...


sexta-feira, 21 de agosto de 2009

MESA REDONDA

Gostei muito de coordenar a mesa redonda “Rompimentos e ligações do psicanalista com a Instituição”.
Os expositores fizeram uma reflexão sobre a atuação profissional do clínico em âmbito Institucional. Foram feitas considerações a respeito da postura e lugar desse clínico dentro das Instituições. Os temas foram abordados a partir de fragmentos clínicos.

Patrícia Farina - “Criando links, tecendo redes, fortalecendo elos: uma clínica de metáforas”.
Juan Alexander Salazar Silva - “A casa que foi pro buraco: o lugar de um albergue, o lugar do analista”.
Marli Aparecida Martinez - “Clínica do indizível: a morte iminente do paciente mata o desejo de analista”?

O trabalho completo pode ser visto no seguinte endereço:
http://www.fundamentalpsychopathology.org/8_cong_anais/MR_322a.pdf

CORRESPONDÊNCIAS DO FREUD


Para quem gosta do FREUD recomendo que leia "A Correspondência Completa de Sigmund FREUD para Wilhelm FLIESS".

Tenho certeza que vai gostar muito... Boa leitura...

terça-feira, 18 de agosto de 2009

RESPEITO À AUTONOMIA DO DOENTE MENTAL: UM ESTUDO BIOÉTICO EM CLÍNICA PSIQUIÁTRICA


RESUMO

O presente estudo teve como objetivos conhecer o pensamento de auxiliares e técnicos em enfermagem a respeito da autonomia do doente mental e demonstrar a importância do respeito ao doente mental pelo profissional de enfermagem para um cuidado adequado. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, mas aproveitou-se para explorar também alguns dados quantitativos tornados possíveis pelo tipo de formulário que foi aplicado na coleta dos dados. A pesquisa foi realizada numa instituição psiquiátrica de pequeno porte e envolveu 25 profissionais da saúde mental, treze auxiliares de enfermagem e doze técnicos em enfermagem. Não foi utilizado nenhum critério de exclusão. O instrumento utilizado foi uma entrevista semidirigida para a coleta de dados, com um roteiro norteador que constava na apresentação de dois casos e questões abertas que versavam sobre o respeito à autonomia e vulnerabilidade do doente mental. Os dados foram coletados e analisados considerando-se algumas categorias identificadas, como o bem do doente, necessidade de analisar e compreender, a percepção da vulnerabilidade do doente e seus apelos, condutas relacionadas com a autonomia do doente mental, atitudes de “envolvimento solidário”, racionalizações, concepções de políticas sociais no cuidado a doentes mentais, recursos de um bom atendimento, espiritualidade, desconfiança. Os profissionais levam em consideração a necessidade do paciente que é ser respeitado em sua autonomia, pois, no discurso de alguns profissionais, se percebe a preocupação em atender o paciente de forma que ele não se sinta marginalizado e segregado por ser um doente mental. No que se refere à autonomia do doente mental, tomada como um referencial nesta pesquisa, os profissionais parecem reconhecer que o exercício da autonomia não é um valor absoluto isoladamente, mas, um valor partilhado que dignifica tanto a pessoa que cuida, quanto a que está sendo cuidada pelo profissional. Alguns profissionais mostraram-se incondicionalmente a favor do confinamento. Diante dos resultados desta pesquisa, pode-se concluir pela importância do reconhecimento dos referenciais da Bioética (autonomia, vulnerabilidade e a dignidade da vida humana), no atendimento de doentes mentais em clínica psiquiátrica. No estudo ficam evidenciadas por meio destes referenciais algumas condutas indispensáveis para que o doente mental possa ser respeitado e correspondentemente cuidado em clínica psiquiátrica. Esta pesquisa procurou contribuir sobre as discussões acerca do respeito à autonomia do doente mental, colocando no centro a ética e a dignidade da vida humana no seu mais amplo sentido; e procurou verificar como tais percepções mais amplas se podiam traduzir em atendimento respeitoso e humanizado.

Palavras-chave: Bioética; doente mental; autonomia, vulnerabilidade, dignidade da vida humana.

domingo, 9 de agosto de 2009

PARA COMPREENDER A DOENÇA MENTAL NUMA PERSPECTIVA DE BIOÉTICA

RESUMO: O presente estudo tem por objetivo compreender o doente mental numa perspectiva de bioética em vista de se delinear o respeito a sua autonomia durante tratamentos em hospitais psiquiátricos. A doença mental constitui um campo de inúmeras inquietações teóricas para as ciências, e de desafios práticos no atendimento a doentes mentais. Em tal contexto, a bioética tem sido atualmente uma importante referência para se avaliar a ética em relacionamentos profissionais e institucionais que envolvam pessoas doentes. Tal contribuição da bioética se tornou particularmente importante pelo fato de se ressaltar a necessidade do respeito à autonomia dos sujeitos, como condição para a ética dos relacionamentos. O doente mental tem sua autonomia reduzida, e esta deve ser respeitada. O respeito à autonomia é um dos princípios da bioética que procura estabelecer entre as pessoas que estas sejam tratadas como seres autônomos, e para aqueles que têm sua autonomia reduzida, como no caso dos doentes mentais. Os profissionais que atuam na saúde mental devem procurar ter um envolvimento e um comprometimento com seu trabalho, buscando realização profissional pautada nos princípios e valores da ética e da bioética. Sabe-se, por outro lado, como pode ser complexa a autonomia de doentes mentais, e como, consequentemente, pode ser difícil delinear o respeito ético que lhe é devido.
PALAVRAS CHAVE: Doença mental, bioética, autonomia.

sábado, 8 de agosto de 2009

PESQUISA COM SERES HUMANOS NO BRASIL É ASSIM...

No Brasil pesquisas que envolvam seres humanos estão reguladas pelas Diretrizes e Normas de pesquisa, através da Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde.
Esta Resolução foi elaborada após uma grande discussão entre sociedade civil organizada, comunidade científica, sujeitos de pesquisas e Estado.
Com a Resolução 196/96 surgiram os Comitês de Ética em Pesquisa (CEP) institucionais, multidisciplinares na sua composição, com a função de analisar as pesquisas com seres humanos.
O CEP é um colegiado interdisciplinar e independente, de caráter consultivo, deliberativo e educativo, com objetivo de defender os interesses dos sujeitos de pesquisa em sua integridade e dignidade e contribuir para o desenvolvimento das pesquisas dentro dos padrões éticos. A Resolução 196/96 impede uma composição corporativa. Os sexos masculinos e femininos devem estar representados de maneira semelhantes.
“O CEP tem como atribuições:
a) revisar todos os protocolos de pesquisa envolvendo seres humanos,;
b) emitir parecer consubstanciado por escrito, no prazo máximo de 30 (trinta) dias, identificando com clareza o ensaio, documentos estudados e data de revisão;
c) manter a guarda confidencial de todos os dados obtidos na execução de sua tarefa e arquivamento do protocolo completo, que ficará à disposição das autoridades sanitárias;
d) acompanhar o desenvolvimento dos projetos através de relatórios anuais dos pesquisadores;
e) desempenhar papel consultivo e educativo, fomentando a reflexão em torno da ética na ciência;
f) receber dos sujeitos da pesquisa ou de qualquer outra parte denúncias de abusos ou notificação sobre fatos adversos que possam alterar o curso normal do estudo, decidindo pela continuidade, modificação ou suspensão da pesquisa;
g) requerer instauração de sindicância à direção da instituição em caso de denúncias de irregularidades de natureza ética nas pesquisas;
h) manter comunicação regular e permanente com a CONEP/MS” (Res. 196/96).
Quanto aos aspectos éticos relacionados à pesquisa envolvendo seres humanos, os pesquisadores necessitam estar atentos e sensíveis para estes cuidados em relação ao desenvolvimento de estudos científicos.
O objetivo maior da avaliação ética de projetos de pesquisa é garantir os princípios básicos da Bioética: Autonomia, Beneficência e Justiça.
A Autonomia é vista como respeito à liberdade dos sujeitos de uma pesquisa no que se refere a participação e decisão. Exigência ética fundamental: consentimento livre e esclarecido e a proteção aos vulneráveis.
A Beneficência propõe que os benefícios se tornem maiores e os prejuízos menores. Isso salienta a necessidade de pesquisas bem estruturadas que não traga riscos. Exigência ética fundamental: Comprometimento com o máximo benefício e o mínimo risco.
A Justiça entende-se que não se pode distribuir benefícios de forma desigual na prática da pesquisa, ou seja, não se pode gerar melhoramentos de qualquer espécie para alguns e não para outros. Exigência ética fundamental: garantir de igual consideração dos interesses envolvidos com vantagem significativa para o sujeito da pesquisa e mínimo ônus para os vulneráveis.
A Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP) é a instancia superior aos CEP. O Comitê de Ética em Pesquisa institucional deverá estar registrado junto à CONEP/MS.

LEIA MAIS:
Brasil - Ministério da Saúde. Diretrizes e Normas Regulamentadoras de Pesquisa Envolvendo Seres Humanos. Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde, 1996, 19p.

BIOÉTICA E PSIQUIATRIA: a vulnerabilidade do doente mental

RESUMO: Desde os primórdios da história da psiquiatria, a doença mental recebeu interpretações diversas, desde castigo dos deuses a possessões demoníacas. As reflexões advindas da bioética, por não intencionar em responder conclusivamente os dilemas humanos, nos ajudam a compreender que a humanização no ambiente psiquiátrico é viver o que é próprio da essência humana. O presente artigo tem como objetivo apresentar a vulnerabilidade como um dos referenciais da bioética, e que os doentes mentais são indivíduos vulneráveis, que necessitam de auxilio para conviver com as incertezas e os perigos do seu meio ambiente.
PALAVRAS CHAVE: Doença mental, bioética, vulnerabilidade.

José Raimundo Evangelista da Costa


Psicólogo Clínico;

Psicanalista;

Mestre em Bioética;

Doutor em Psicologia Clínica.

Professor Titular da Universidade Paulista - UNIP.
Coordenador Técnico da Casa de Saúde São João de Deus.