“Servidores da Hospitalidade na Igreja e no mundo”, foi com este lema que o Visitador Geral (Ir. Daniel Bocanegra) iniciou a Visita Canônica Geral na Delegação Provincial do Brasil no dia 12 de outubro de 2011. Acompanharam o Visitador os Irmãos José Augusto Gaspar Louro (Provincial) e Roni Ribeiro (Secretário da Visita).
A Visita Canônica está prevista nas Constituições da Ordem Hospitaleira (número 87) e no Código de Direito Canônico (cânon 628,1). Os principais objetivos da Visita Canônica é sem dúvida conhecer a realidade das Comunidades dos Irmãos e dos Hospitais (Centros Apostólicos), e falo conhecer para avaliar, animar e se for necessários tomar decisões.
Muitas pessoas esperavam que o Visitador fosse trazer respostas para as suas diversas interrogações, acredito que isso não aconteceu. O Visitador é um representante do Governo Geral da Ordem e seu papel é convidar a todos para uma reflexão, acerca daquilo que estamos fazendo e se estamos cumprindo os nossos objetivos de acordo com as orientações do Governo Geral da Ordem Hospitaleira de São João de Deus.
Na reflexão que somos convidados a fazer alguns temas não podem faltar, como:
• Escola de hospitalidade;
• Espiritualidade e missão dos Irmãos
• Ética e Bioética;
• Formação continuada;
• Gestão Carismática;
• Irmãos e Colaboradores;
• Prática da hospitalidade;
• Transmissão dos valores;
• Transparência;
• Etc.
Entretanto, no discurso de abertura o Visitador pronunciou o seguinte: a razão de ser de uma Visita Canônica e o lema da Visita. Mas, o que achei interessante e que merece reflexão, foi quando disse que devemos: “... ajudar os Irmãos, as Comunidades e os Colaboradores a confrontar-se com o fim próprio da Ordem, expresso nas Constituições e na sua Carta de Identidade, e que foi trabalhado a partir das linhas de ação, tanto do último Capítulo Geral como do Capítulo Provincial, e faz referência à missão, isto é: a gestão carismática, a pastoral da saúde e a ação social, a transmissão dos valores, a escola de hospitalidade, a bioética, as geminações”.
É impossível ficar “off” diante de tudo o que foi dito pelo Visitador. Hoje estamos num mundo impossível de se esconder, não tem como os nossos Centros ignorarem a Gestão Carismática, a Bioética e a importância das parcerias. Temos que trabalhar de forma transparente, esse é um convite que a Ordem nos faz todos os dias.
Quando se falar em trasparência não se pode em hipótese alguma ignorar a ética. Falar em ética em nosso país as vezes é tão difícil... diante do exemplo dos nossos governates. No entanto, devemos continuar acreditando que ela é fundamental para a nossa organização e para o nosso país.
Para concluir quero citar Fábio Barbosa (Presidente do Conselho de Administração do Santander) que disse na “Revista Ética”: “Algumas pesoas me perguntam o que é ética e eu não sei responder precisamente, mas costumo dizer que se eu puder compartilhar à mesa do jantar, com a minha família, com meus filhos, o que fiz, provavelmente devo ter sido ético”.
Achei interessante porque Fabio fala de ética e transparência de uma forma simples, descontraida e de fácil entendimento.
Acredito que a responsabilidade de construir um mundo mais ético e transparente é missão de todos nós.